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Projetos PIDIC 2026

1. FINA - Fico e Treino na UFOP

Orientador: Everton Rocha Soares (everton@ufop.edu.br)

O projeto propõe a oferta gratuita e orientada de exercícios físicos em musculação para estudantes de graduação presencial da UFOP, alinhando-se diretamente aos objetivos do Edital PIDIC nº 001/2026, especialmente nos eixos Acolhimento e Saúde Mental, Inclusão Social e Ações Afirmativas e Cultura, Esporte e Entretenimento. A iniciativa reconhece que a rotina acadêmica intensa favorece o sedentarismo, impactando negativamente a saúde, o desempenho e a permanência estudantil, sobretudo entre discentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O projeto será desenvolvido presencialmente no campus Morro do Cruzeiro, na Escola de Educação Física, único espaço com infraestrutura adequada para musculação. Serão oferecidas quatro turmas regulares, com até 30 estudantes cada, totalizando cerca de 120 participantes, distribuídas nos seguintes horários: segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 9h (Turma 1) e das 9h às 10h (Turma 2); terças e quintas-feiras, das 15h às 16h (Turma 3) e das 16h às 17h (Turma 4). As atividades envolvem exercícios resistidos e aeróbicos, com prescrição individualizada, avaliações físicas e motivacionais periódicas e acompanhamento contínuo. O público-alvo prioritário são estudantes vinculados às categorias A, B, C e D da PRACE ou oriundos integralmente da escola pública, reforçando o caráter afirmativo e inclusivo da proposta. O projeto também contribui para a formação integral de estudantes do curso de Educação Física, bolsistas ou voluntários, por meio de capacitação técnica e vivência prática supervisionada. Como resultados esperados, destacam-se a melhoria da saúde física e mental, o fortalecimento do sentimento de pertencimento institucional, a ampliação das relações interpessoais e o impacto positivo no desempenho e na permanência acadêmica, atendendo de forma direta às finalidades do edital.

 

2. WebCINETV UFOP: criação em linguagem audiovisual afirmativa, experimental e de formação humanística

Orientador: Adriano Medeiros da Rocha (adrianomedeiros@ufop.edu.br)

Coletivo de talentos agrupados através do Laboratório de Criação e Produção Audiovisual do curso de Jornalismo do ICSA-UFOP. Este núcleo de pesquisa e criação desenvolve programas experimentais em linguagem audiovisual, bem como produções cinematográficas documentais e ficcionais com temas que estimulam ações afirmativas, diversidade e a convivência tanto entre alunos e servidores, como também na comunidade externa da UFOP. Dessa maneira, o projeto busca contemplar uma diversidade de vozes e ideias no âmbito cultural e artístico, trazendo para suas narrativas a pluralidade existente nos campi da UFOP e também no entorno e fora deles. Em 2026, esta proposta visa contemplar os processos de pré-produção, produção e pós-produção de um filme documentário, cujo roteiro já está sendo desenvolvido. Ainda nesta fase, o projeto também contemplará a finalização do curta-metragem ficcional Sonhos de Glaura, seu lançamento na Escola Municipal Benedito Xavier, no distrito de Glaura, e a organização de eventos, tais como mostras e debates com temáticas da área audiovisual. Um desses eventos será a Mostra Cinema de Fronteiras, a ser desenvolvida, entre 22 e 26 de setembro, em parceria com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana.

 

3. Desabafo - Escuta Afetiva da UFOP

Orientadora: Samantha de Souza Ribeiro (samantha.ribeiro@ufop.edu.br)

O projeto Desabafo - Escuta Afetiva é uma iniciativa de promoção da saúde mental desenvolvida na Universidade Federal de Ouro Preto, voltada ao acolhimento de estudantes em sofrimento psíquico leve a moderado. Criado a partir do reconhecimento dos desafios emocionais vivenciados no contexto universitário — como pressão acadêmica, adaptação à vida em repúblicas, dificuldades financeiras e distanciamento familiar — o projeto estrutura-se como estratégia de prevenção, apoio inicial e fortalecimento de redes de cuidado. Em 2025, a iniciativa consolidou-se por meio de ações de comunicação em redes sociais, oferta do canal “Desabafo Teclado” via WhatsApp, capacitação de estudantes, docentes e técnicos em escuta afetiva com supervisão de profissionais da Psicologia e realização de palestras sobre temas relevantes à saúde mental. O projeto passou a integrar a plataforma nacional Pode Falar, vinculada ao UNICEF, ampliando a rede de apoio aos jovens, e foi incorporado ao programa AFIRMASUS, do Ministério da Saúde, no eixo de saúde mental para populações vulnerabilizadas. Para 2026, o projeto será renovado com foco estratégico nas repúblicas estudantis, reconhecidas como territórios prioritários de cuidado. Serão realizadas visitas, rodas de conversa e ações formativas nesses espaços, mantendo-se o “Desabafo Teclado” como canal permanente de acolhimento e fortalecendo a articulação em rede para encaminhamentos responsáveis quando necessário. A proposta fundamenta-se na escuta afetiva como tecnologia leve de cuidado, baseada na empatia, no sigilo e na ausência de julgamentos. Ao promover pertencimento, reduzir o estigma e ampliar o acesso ao suporte emocional, o projeto contribui para a permanência estudantil, para a prevenção de agravos psíquicos e para a construção de uma cultura institucional de cuidado à saúde mental.

 

4. Diversidade e Representatividade LGBTQIA+

Orientador: Harrison Bachion Ceribeli (harrisonbceribeli@ufop.edu.br)

O projeto tem como finalidade promover o acolhimento, a permanência e o fortalecimento do sentimento de pertencimento de estudantes LGBTQIA+ no ambiente universitário. Parte do reconhecimento de que desigualdades relacionadas à diversidade sexual e de gênero produzem impactos significativos na trajetória acadêmica, no bem-estar psicossocial e nas condições de permanência desses estudantes, exigindo ações institucionais estruturadas e contínuas. A proposta articula estratégias presenciais e virtuais para fomentar o diálogo crítico e interdisciplinar sobre sexualidade, identidade de gênero, direitos humanos e inclusão social. Entre as ações previstas estão rodas de conversa, palestras, seminários e eventos temáticos, voltados à desconstrução de estigmas, ao enfrentamento de preconceitos e à qualificação do debate no espaço acadêmico. Paralelamente, serão produzidos conteúdos digitais periódicos (textos, vídeos e publicações informativas) com o objetivo de ampliar o acesso a informações fundamentadas, fortalecer a representatividade e estimular o reconhecimento identitário. O projeto também busca ampliar sua atuação para além da universidade, por meio do estabelecimento de parcerias com equipamentos públicos, iniciativas culturais e atores sociais do território, fortalecendo redes de acolhimento e pertencimento na cidade. Ao promover a troca de experiências e saberes entre estudantes e comunidade, pretende-se consolidar vínculos comunitários e estratégias coletivas de enfrentamento à discriminação.

 

5. Lugar de Mulher é na Ciência

Orientadora: Clarissa Rodrigues (clarissa@ufop.edu.br)

O projeto visa discutir a relação entre o ensino de ciências e as questões de gênero, além de sensibilizar a comunidade acadêmica sobre o papel da mulher na sociedade, contribuindo para a eliminação de estereótipos de gênero. Os cursos de formação de professores devem discutir e implementar atividades que promovam uma educação científica em diálogo com os Direitos Humanos, considerando o respeito à diversidade e a importância de lutar por uma sociedade mais justa. O Instituto de Ciências Exatas e Biológicas da Universidade Federal de Ouro Preto é o lócus principal de formação de professoras e professores de ciências naturais. O ICEB é um ambiente em que as alunas e alunos de nossa instituição se apropriam de elementos teóricos e metodológicos para o exercício de sua futura prática docente nas escolas de educação básica.

 

6. Cordão de Ouro: Capoeira para Todos

Orientadora: Cristiane Márcia dos Santos (cristiane@ufop.edu.br)

O projeto tem como objetivo a promoção da cultura afro-brasileira para a comunidade marianense, por meio da oferta de aulas de capoeira no campus ICSA da UFOP. A escolha da prática da capoeira se dá considerando o eixo transversal que essa atividade proporciona, abrangendo diversos âmbitos da cultura afro-brasileira, como a oralidade, a musicalidade, a corporeidade e a tradição. Ademais, a capoeira também se apresenta como um excelente exercício físico, que pode ser praticado por indivíduos de qualquer idade, além de atuar no combate a uma das principais causas de doenças no mundo contemporâneo: o sedentarismo.Dessa maneira, considerando também a realidade socioeconômica da comunidade marianense e o constante avanço do neoliberalismo, que mercantiliza direitos como a cultura e a saúde, o projeto, ao levar a prática da capoeira para dentro da universidade pública, promove o acesso à história afro-brasileira e ao bem-estar físico e mental para todos que a frequentam, além de incentivar que aqueles que ainda não a ocupam possam fazê-lo.

 

7. Ariadnes

Orientadora: Karina Gomes Barbosa (karina.barbosa@ufop.edu.br)

O observatório de mídia, gênero e sexualidade Ariadnes busca desenvolver discussões e produção de conhecimento sobre temas como gênero e sexualidade. Somos um espaço para exercício disciplinado da crítica de mídia, como elemento da educação midiática. Ao termos como norte a dimensão pedagógica da mídia em nossas vidas, elemento importante no processo de construção das normas e das performatividades de gênero e sexualidade, torna- se necessário discutir como os produtos da mídia atuam nesse sentido, no cotidiano e nas vidas dos sujeitos. Acreditamos que a educação midiática com recorte de gênero e sexualidade é essencial para: a) compreender a comunicação e seu papel nas performatividades de gênero e sexualidade; b) habilitar consumos participativos, autônomos e cidadãos dos produtos da mídia a partir de uma perspectiva gendrada; c) propor melhorias em coberturas jornalísticas e modelos de comunicação; d) formar comunicadoras e comunicadores com perspectiva crítica de gênero para atuar de modo transformador no campo. O projeto integra o Programa de Incentivo à Diversidade e Convivência (PIDIC) da Prace-Ufop. Contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) (2021-2024). Desde 2025, o projeto da coordenadora foi contemplado com bolsa DT/CNPq. O nome é uma metáfora da mitologia grega em alusão à princesa de Creta, Ariadne, que se apaixona por Teseu, e a quem oferece uma espada e um fio de lã para ajudá-lo na luta contra o Minotauro. O fio seria o caminho do amado para encontrá-la depois da luta. No mito, Ariadne é abandonada, raptada e assassinada. Para nós, cada Ariadne retoma o fio de seu destino ao relatar o trauma e, assim, caminhar em busca de retomar o controle da narrativa da vida, ou constrói novos caminhos na relação com a mídia ao ser alcançada pelo que fazemos.

 

8. Justiça no Prato: Rodas de conversa sobre raça, gênero e o direito à alimentação na UFOP

Orientadora: Natália de Souza Lisbôa (natalialisboa@ufop.edu.br)

O projeto propõe o desenvolvimento de ações formativas voltadas à reflexão crítica sobre o direito humano à alimentação adequada, articulando as áreas do Direito e da Saúde. A partir de uma abordagem interseccional, serão discutidas as relações entre raça, gênero, território, políticas públicas e sistemas alimentares, com ênfase nas experiências de mulheres negras e populações periféricas. As atividades serão realizadas por meio de rodas de conversa, debates temáticos, análise de documentos oficiais e participação de convidados especialistas, valorizando saberes
acadêmicos e populares. O projeto dialoga com a assistência estudantil como instrumento de permanência, reconhecendo a alimentação como condição fundamental para o desempenho acadêmico. Ao longo do período de março a dezembro de 2026, busca-se promover a formação cidadã, o engajamento estudantil e a produção de reflexões críticas sobre saúde, segurança alimentar, equidade e justiça social, contribuindo para a construção de uma universidade mais inclusiva.

 

9. Territórios Artísticos - 2ª Edição

Orientadora: Raquel Leite Braz (proreitoradjunto.proex@ufop.edu.br)

O projeto de intervenção Territórios Artísticos surge como uma estratégia de acolhimento e fortalecimento do sentimento de pertencimento nos campi ICHS, ICSA e Morro do Cruzeiro da UFOP. Vinculado ao eixo de Cultura, Esporte e Entretenimento e agora abraçado pela Coordenadoria de Cultura (CCULT/UFOP), a proposta visa democratizar o acesso à cultura e estimular a formação ética, estética e política da comunidade acadêmica e externa através da realização de saraus mensais itinerantes, incluindo saraus artísticos na Mostra de Profissões (em Ouro Preto) e nos eventos Campus Aberto em Ouro Preto e em Mariana. A iniciativa justifica-se pela necessidade de criar espaços de convivência que combatam o isolamento e a evasão estudantil, transformando a universidade em um polo de produção de subjetividades e resistência cultural. O projeto estabelece uma rede colaborativa com diversos coletivos locais de Ouro Preto e Mariana, como a Batalha das Moitas, Batalha da Pracinha o NEABI e o Coletivo Negro Braima Mané, o coletivo Palma Preta etc. promovendo um diálogo contínuo entre o saber acadêmico e as manifestações populares (poesia, teatro, música, cinema e artes visuais). A metodologia baseia-se em uma curadoria descentralizada e participativa, com eventos realizados toda última quarta-feira do mês. O cronograma prevê 9 edições entre abril de 2026 a março de 2027, intercalando-se entre os três campi para garantir a descentralização das ações. Além das apresentações presenciais, o projeto foca no registro audiovisual para ampliação do alcance digital e na seleção de bolsistas via critérios socioeconômicos, reforçando seu caráter de ação afirmativa. Espera-se, como resultado, a consolidação de um território de trocas interdisciplinares que envolva desde licenciaturas a bacharelados aplicados, combatendo discriminações de gênero e raça.

 

10. Territórios de Cultura e Pertencimento: Arte Popular, Identidade e Permanência no Campus ICEA/UFOP

Orientador: Elizeu Antônio de Assis (elizeuassis@ufop.edu.br)

O projeto visa fortalecer a permanência estudantil no Campus ICEA/UFOP por meio da valorização da cultura popular brasileira e regional como prática formativa e instrumento de convivência. Considerando o perfil socioeconômico diverso do corpo discente e a baixa oferta institucional de ações culturais sistemáticas no campus, a proposta estrutura um programa contínuo de oficinas, apresentações artísticas e rodas de diálogo sobre identidade, raça, gênero e saúde mental. As atividades envolverão coletivos culturais locais e estudantes bolsistas, que atuarão na organização e mediação das ações. O projeto produzirá registros audiovisuais para ampliação do alcance às demais unidades da UFOP e integrará a ação articulada obrigatória entre projetos PIDIC. A proposta contribui para o enfrentamento das desigualdades simbólicas, o fortalecimento do pertencimento institucional e a formação integral dos estudantes, alinhando-se diretamente aos objetivos do PIDIC e às políticas de permanência estudantil.

 

11. Para sair deste lugar: enfrentando os assédios no ambiente universitário

Orientadora: Keila Deslandes (keila_deslandes@ufop.edu.br)

O projeto propõe o desenvolvimento de ações educativas, preventivas e de acolhimento voltadas ao enfrentamento de todas as formas de assédio no ambiente universitário, compreendidas em suas manifestações moral, sexual, institucional, discriminatória e simbólica. A iniciativa parte do reconhecimento de que o assédio, em suas múltiplas expressões, compromete a dignidade humana, a saúde mental, o desempenho acadêmico, a permanência estudantil e a qualidade das relações institucionais, atingindo estudantes, docentes, técnicos e terceirizados. A proposta será executada por dois estudantes de graduação, um do curso de Medicina e outro
do curso de Direito, articulando saberes das áreas da saúde e das ciências jurídicas para promover uma abordagem interdisciplinar, ética e socialmente comprometida. O projeto prevê a realização de rodas de conversa, campanhas educativas, produção de materiais informativos, escuta qualificada, mapeamento de percepções da comunidade acadêmica e encaminhamento orientado às redes institucionais já existentes, respeitados os limites da atuação discente e a necessidade de acompanhamento técnico pelos setores competentes. Seu propósito central é contribuir para a construção de uma cultura universitária pautada no respeito, na informação, na prevenção de violências e na responsabilização institucional. Ao mesmo tempo, visa qualificar a formação dos estudantes extensionistas, oferecendo-lhes experiência concreta em mediação, educação em direitos, promoção da saúde e cidadania universitária. Como resultados esperados, pretende-se ampliar o conhecimento da comunidade sobre o tema, reduzir a naturalização de condutas abusivas, fortalecer canais de orientação e estimular uma postura ativa de prevenção, denúncia responsável e acolhimento, consolidando a universidade como espaço mais seguro, inclusivo e humanizado.

 

12. Aldeando e Aquilombando a UFOP: Indígenas e Quilombolas na Produção do Conhecimento

Orientadora: Raquel Mota Mascarenhas (raquel.pataxo@ufop.edu.br)

Este projeto visa implementar atividades de ações afirmativas, de forma articulada ao ensino, pesquisa e extensão, visando o atendimento e ampliação das condições de permanência de estudantes indígenas e quilombolas regularmente matriculados em cursos de graduação presencial da UFOP. O projeto possui o objetivo geral de promover a valorização de pessoas indígenas e quilombolas no processo de produção de conhecimento na UFOP e, por isso, almeja alcançar o enfrentamento do racismo, em particular do racismo epistemológico, gerando prevenção ao epistemicídio e defesa dos direitos dos povos indígenas e quilombolas no âmbito da produção do conhecimento; a promoção da inclusão social de estudantes indígenas e quilombolas, ofertando a promoção da igualdade étnico-racial no âmbitos das relações acadêmicas no que tange a valorização e difusão de conhecimentos; o combate a evasão estudantil no âmbito da graduação, gerando valorização do acesso e da permanência, bem como o incentivo a continuidade da carreira acadêmica no acesso a pós-graduação e docência no ensino superior; o incentivo da melhor convivência entre estudantes quilombolas e indígenas e demais comunidade acadêmica, promovendo a educação étnico-racial de estudantes, servidores e docentes no ambientes de ensino, pesquisa, extensão e Residências Estudantis da
Universidade. Como produto central está comprometido em produzir uma exposição audiovisual que se configure como material permanente para utilização em eventos, fóruns, oficinas, debates, etc; a fim de promover a educação para as relações étnico-raciais no âmbito da comunidade universitária e externa da UFOP.